domingo, 20 de março de 2011

Tomado por uma nostalgia inexplicável

Hoje ao acordar, sucintamente olhei pela janela do meu quarto, coisa que nunca faço, o primeiro reflexo que tenho ao me acordar é olhar a hora no celular, certo do meu atraso, já rotineiro de cada manhã, quero ver ao ponto que estou realmente atrasado para ir para o colégio ou cumprir meus compromissos; mas está manhã foi diferente, acordei-me abri a janela, e ali fiquei por quase cinco minutos, cinco longos, eternos e inéditos minutos pensando em tudo, e ao mesmo tempo não entendendo nada, pensando o quanto ja vivi, mas o quanto viver ainda me faz falta. Eis que fui surpreendido

...eis que uma lágrima escorre de minhas pálpebras, meio que inesperadamente, é como se isto fosse um reflexo, do  meu coração que tentava desesperadamente me dizer algo, que eu relutava em não tentar entender.
Lembrei-me de minha infância, dos meus primeiros anos de adolescência, tão menos conturbados que os últimos da mesma, o qual me são presentes agora, parece que tudo era tão mais simples, e menos complexo que hoje, mas sei que são eles a chave, para a incógnita que me deparo agora.....
Quem sou? O que quero?
Parece que tanto, apesar de muito novo já vivi, e confesso-lhes isso em nada é mentira, já fiz de tudo um pouco, experimentei coisas novas que tinha a curiosidade de saber como eram , que confesso livre de todo o preconceito e aberto a qualquer experiência, essas coisas se tornam tão menos pesadas e impuras o quanto parecem ser, e não arrependo-me porque sei que no exato momento em que as vivi era aquilo, que eu queria provar e era aquilo que faltara-me, é tão mais gostoso e apetitoso, provar do incerto, antes desconhecido e obscuro, que as sensações são diferentes de todas as outras, acho que nem uma das vezes que me obstinei pelo caminho novo e obscuro, foram iguais, cada momento foi único, singular, já as vezes que me detive no caminho correto e recomendável, muitos foram os dejávus. Estatizado como aquilo tudo pudera cair em cima de mim em cinco minutos, através de um olhar por sobre a janela, achei a resposta.
talvez já faça muito tempo que estou percorrendo o mesmo caminho, e tudo já tenha virado a mais calculista rotina, ou os mais irritantes dejávus ?
É hora de mudança! De me reenventar, de assim como a fênix ressurgir das cinzas, e lançar vôo ao novo, ao improvável e ao escuro.

Quem saiba o amanhã seja mais interessante que o hoeje, e se não for pelo menos eu tentei e vive novas experiências que me auxiliaram no amanhã

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